5 anos do Programa Educativo Anne Frank em Cabreúva

Completamos 5 anos do Programa Educativo Anne Frank, no Hub Cabreúva. Um projeto piloto, no qual reuniu-se o material fornecido pela Anne Frank House, para que fosse um programa continuado e não só pontual, porque quando se termina uma exposição, os jovens pedem mais, querem saber mais e fazer algo para ajudar. Com isso, o Instituto Plataforma Brasil conseguiu, junto com a secretaria de Cultura do Município de Cabreúva, aprovar esta proposta de ser algo a mais, olhando para os jovens como uma solução, pois quando começamos as atividades as ocorrências de violência eram muito altas nas escolas.

O programa começou com uma exposição, onde os jovens tiveram que olhar para si, respondendo às perguntas: Quem sou? Como me vejo?  Como os outros me veem e a que grupo pertenço? . Tocados pela história de Anne Frank, os jovens se identificam pela força, falta de fala e angústias, porém encontraram coragem e, através de suas palavras, começam a acreditar que as pessoas são boas e que o mundo pode ser melhor. 

Oportunidade de expressão: Jovens de Cabreúva se sentem encorajados pela história de Anne Frank.

Vários treinamentos, oficinas e atividades foram realizadas em todos estes anos. Com jovens empoderados, o grupo passou a ser convidado para participar de vários assuntos importantes da cidade, como o encontro de Jovens do Estado de SP, representação de jovens na Câmara dos Vereadores para os encontros da Lei da Criança e do Adolescente, participar de eventos em parceria com a Secretaria da Cultura, Educação e Crica.  

Em 2018, pela primeira vez, cinco jovens foram representar o Brasil no Summer School, um encontro de jovens de vários países, organizado pela Anne Frank House de Amsterdam com o Anne Frank Zentrum de Berlim, onde o evento aconteceu. Nossos jovens fizeram a diferença, pois nenhum outro país estava tão bem preparado e feito tantas atividades, foi um sucesso!

Em Berlim, jovens do mundo todo se reuniram para o Summer School da Anne Frank House.

 Pela primeira vez, duas jovens brasileiras fizeram um estágio de 20 dias em Amsterdam. Segundo Maria Luiza, “ter a oportunidade de estagiar na Anne Frank House foi, definitivamente, a melhor experiência em minha vida até hoje. Foram três semanas de muito aprendizado, amadurecimento,  autoconhecimento, desenvolvimento profissional, troca de cultura e, principalmente, a certeza de estar fazendo parte de algo de fato transformador e com um propósito maior do que eu, onde consegui encontrar minha voz e fazê-la ser ouvida, assim como foi a de Anne e de tantos outros jovens que estão comigo nessa caminhada pela criação de um mundo mais justo. Só tenho a agradecer pela oportunidade única que recebi, gratidão!”.

      Para Luana, “foi uma experiência incrível fazer um estágio na Anne Frank House. Tive contato com pessoas de todo mundo e fiz muitas amizades. Mas o mais incrível para mim foi ter tido a oportunidade de viver e trabalhar onde Anne Frank esteve, que durante anos só tive a ideia de como era através de fotos, vídeos e experiências de outras pessoas. Assim também aconteceu em Berlim, onde pude adquirir muito conhecimento e conhecer pessoas que estarão para sempre em meu coração. Até hoje é difícil acreditar que tive tamanha experiência.”

Do Brasil, 5 jovens foram selecionados para participarem do Summer School. Maria Luiza e Luana (à direita) fizeram um estágio de 20 dias na Anne Frank House de Amsterdam.

Nossos jovens ganharam mais confiança para falar de assuntos como preconceito, discriminação, representatividade, mostraram competência para falar da história de Anne Frank, sobre a 2ª Guerra Mundial e Direitos Humanos, mostrando nas redes sociais qual a sua opinião e seus conhecimentos. 2020 está sendo o ano de compartilhar para mais jovens que é possível fazer a diferença, tanto que são referência na cidade como um grupo disponível para participar de tomadas decisivas sobre a juventude.

Hoje, o Programa conta com um grupo consolidado chamado Rede Jovem Anne Frank, interligado a  um grupo maior, Anne Frank Youth Network, onde jovens do mundo, inspirados e capacitados com a história de Anne trabalham juntos para um mundo mais justo.  

Importante lembrar que o Programa já está sendo replicado em outras cidades, como em Belo Horizonte e Santos.

Tenho muito orgulho destes jovens de Cabreúva, que descobriram seus caminhos e buscam um futuro livre de preconceito e discriminação”, disse Adriana Terra, coordenadora do Anne Frank Hub Brasil.

Acompanhe as atividades do Anne Frank Hub Brasil pelas redes sociais:

E as atividades da Rede Jovem Anne Frank Brasil:

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