Coragem Civil – Escola sem Racismo

O Hub Anne Frank São Paulo começou uma série de workshops em alemão com o tema Coragem Civil e Escola sem Racismo, com dezenas de jovens na Alemanha e na América Latina. Em parceria com o Instituto-Goethe São Paulo e o PASCH-Brasilien, os estudantes se encontram online e compartilham suas ideias e culturas através de situações reais, nas quais podem usar comunicação não-violenta.

Em alemão: Coragem Civil – Escola sem Racismo.

Embora Coragem Civil seja um termo relativamente novo no Brasil, ele é amplamente usado em contexto alemão para caracterizar uma determinada situação de confronto, na qual uma pessoa age heroicamente para intervir em uma situação social. Aqui, coloca-se em questão quais posicionamentos alguém tomaria a favor do respeito e da tolerância, posicionando-se contra algum tipo de segregação.

A ponte entre o passado e o presente abre espaço a um intercâmbio cultural profundo, resgatando a história do nazismo em um de seus pontos mais icônicos: a aparência. As discussões começam com breves descrições de cartazes, usados no período nazista, demonstrando o judeu de uma forma negativa e estereotipada, conectando-a ao ideal nazista em sua aparência ariana e marginalização de qualquer outro aspecto que se distancie dele. 

Em cartazes nazistas, a aparência de um judeu era sempre retratada de forma negativa e estereotipada, ao passo que a do típico alemão, com olhos claros, loiros e simpáticos, reforçava a segregação étnico-racial.

Este é um enlace para a discussão seguinte, sobre estereótipos a partir da aparência de outras pessoas, onde o racismo se encaixa. Através de uma foto, em que uma garota negra poderia sentir-se excluída por outras garotas brancas, os jovens discutem abertamente o que fariam naquela situação. Alguns preferem tomar uma abordagem mais branda e dizem que tentariam entender a situação e conversar com as garotas ao fundo; outros, no entanto, sentem-se furiosos e querem resolver o problema, independente da forma, apelando até mesmo para agressão verbal.

Em alemão: O que está acontecendo aqui? O que você faria?

É neste momento que se torna fundamental entender como a empatia funciona e como eles podem usá-la a favor de uma situação delicada em um confronto. Perguntando-se quem é o segregador e por que ele age de uma maneira racista em uma determinada situação, os jovens enxergam no conflito a possibilidade de humanizá-lo, deixar de lado a impulsividade de caracterizar o outro como alguém problemático e errado para entendê-lo como alguém que precisa de ajuda.

Através da Comunicação Não-Violenta (Marshall Rosenberg), eles aprendem a fazer uma observação rápida da situação, como se se tirassem uma foto, e rastreassem seus rápidos julgamentos internos para que não interfiram em suas atitudes, mas que possam, em seguida, entrar em contato com necessidades reais e concretas, urgentes num momento conflituoso. 

As atividades do Instituto Plataforma Brasil, com os hubs Anne Frank, visam sempre o protagonismo juvenil, porque acredita na construção de valores profundos para um futuro melhor. É somente a partir daí que sociedades sérias e competentes podem criar comunidades sustentáveis, tolerantes e conscientes.

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