Programa Educativo Anne Frank

Em 2019, quase 300 atividades foram promovidas pelo Programa Educativo Anne Frank no Brasil. Todo o empenho e, em especial, o engajamento dos seis Hub´s Anne Frank e o protagonismo dos jovens integrantes da Rede Jovem Anne Frank pelo país, colocaram o Brasil entre os países que obtiveram mais resultados Anne Frank no mundo.

Suas atividades, que trazem a história de Anne Frank e fatos históricos relacionados ao período da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto, são importantes ferramentas de diálogo e reflexão em meio a um momento desafiador no país – com o aumento dos crimes de intolerância e a crescente retomada de grupos que resgatam discursos fascistas.

E é neste contexto que Anne Frank surge como inspiração. Dando aos jovens papel central nas mudanças necessárias na sociedade, por meio do diálogo e comunicação não violenta, assegurando a democracia e a igualdade.

Jovens e professores voluntários das cidades de Cabreúva, Santos, São Bernardo do Campo, Belo Horizonte e Teresina, baseados na metodologia da Anne Frank House contaram com treinamentos da equipe do Instituto Plataforma Brasil para a promoção de ações que, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, deram aos jovens o protagonismo necessário para contribuir com um mundo melhor.

Em Cabreúva, interior de São Paulo, local onde nasceu a primeira Rede Jovem Anne Frank do país, dentre as atividades de 2019, esteve a exposição Lendo e Escrevendo com Anne Frank que mobilizou duas escolas municipais e a biblioteca da cidade, com alunos de 4 a 11 anos, que mergulharam na história de Anne e foram empoderados por meio da leitura e da escrita.

Além das exposições, os jovens da Rede promoveram dois importantes eventos para a juventude da cidade: “Desafios da Juventude – Vamos Pensar Juntos?”, no Dia Mundial da Juventude com a participação de militantes que falaram sobre preconceito, discriminação e drogas. E, em novembro, promoveram o primeiro evento na cidade relacionado ao Dia Nacional da Consciência Negra.

Na periferia de Santos, litoral de São Paulo, jovens refletiram e se mobilizaram a partir da exposição Deixe-me Ser Eu Mesmo, que esteve na escola estadual Padre Bartolomeu de Gusmão. 

Lá, 22 jovens monitores foram formados e guiaram toda a comunidade escolar pelos painéis da mostra, dialogando sobre meios de construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

A ação foi tão importante para os alunos, que uma nova onda positiva iniciou-se na escola, trazendo novas perspectivas para professores e estudantes. 

Em junho, jovens das redes Cabreúva, Santos e Belo Horizonte se encontraram pela primeira vez em São Paulo, em um evento em homenagem à Sra. Nanette Blitz Konig, na data em que Anne Frank completaria 90 anos.

Em Belo Horizonte, Anne Frank está mais presente do que nunca. Foram 140 atividades em mais de 30 escolas. No final de outubro, jovens receberam o Toolkit Training, que envolveu 37 jovens e formou a Rede Jovem Anne Frank Belo Horizonte, o terceiro grupo da Rede no Brasil.

Na cidade, dezenas de atividades culminaram num grande evento em novembro, a exposição Anne Frank – Histórias que Ensinam Valores & Ciclo de Atividades: História, Educação e Holocausto, que aconteceu na Universidade de Minas Gerais. Leia mais sobre as atividades de BH clicando aqui.

No segundo semestre de 2019, também iniciou-se um movimento em São Bernardo do Campo, com exposições itinerantes nas escolas municipais, além da parceria com o Programa Anne Frank Presente, que acontece em Teresina e conta com 12 voluntários.

No dia 5 de dezembro, aconteceu ainda, uma primeira ação valiosa em parceria com o Instituto Goethe em São Paulo, com a promoção de uma homenagem à Nanette Konig. 

2020 promete ainda mais

E 2020 já começou com diversas atividades, demonstrando a necessidade dos jovens por ações em que possam ser protagonistas.

Em Santos, a Rede Jovem Anne Frank recebeu o Toolkit Training nos dias 15 e 16 de fevereiro. O Toolkit é uma caixa de ferramentas feita pela Casa Anne Frank para dar continuidade a formação para os jovens que já foram monitores de exposição e que agora ingressam numa rede internacional de jovens. Já nos dias 7 e 8 de março foi a vez dos jovens de Cabreúva receberem o treinamento. 

Em São Bernardo do Campo, a exposição “Aprendendo com Anne Frank” foi aberta no dia de aniversário de 75 anos de libertação de campo de concentração Auschwitz e ficou em cartaz na Biblioteca Municipal Érico Veríssimo durante um mês. Recebeu centenas de visitantes que puderam ter contato com a história de Anne e sua família. A mostra contou ainda com a visita monitorada por integrantes da Rede Jovem Anne Frank Santos, que de forma voluntária, estiveram na cidade para colaborar com o trabalho. A exposição segue agora para a Biblioteca Monteiro Lobato, com evento de abertura prevista para o dia 13 de março e fechamento no dia 17 de abril com palestra de Sr. Andor Stern, o único sobrevivente brasileiro de Holocausto.

Em Teresina, a mesma exposição ficou aberta ao público dos dias 2 a 6 de março no Memorial do IFPI (Instituto Federal do Piauí) e teve a visita de mais de 2 mil pessoas e grande cobertura de imprensa regional. Agora, a mostra segue para o colégio Dom Barreto.

Ainda este ano, três jovens da Rede Jovem Anne Frank irão participar do Summer School na Holanda, que acontece de 27 de julho até 1 de agosto. Esta será a segunda vez que jovens brasileiros participam da atividade internacional. 

Vale ressaltar que todas as atividades Anne Frank pelo Brasil em 2019 só foram possíveis por conta do apoio de instituições, empresas e pessoas que acreditam na construção de um mundo mais justo e igualitário: em todas as ações, a parceria com a Anne Frank House e um grande grupo de voluntários e jovens engajados. 

Em Belo Horizonte, o Núcleo Anne Frank BH, com o patrocínio do Consulado Geral dos Países Baixos no Rio de Janeiro, o apoio de Federação Israelita de Minas Gerais e a parceria institucional com Instituto Histórico Israelita Mineiro  e a Secretaria Municipal de Educação.

Em Santos, as exposições e trabalho educativo contam com o patrocínio da Vopak. Em Cabreúva, a exposição Lendo e Escrevendo com Anne Frank teve o patrocínio da Empiricus e apoio da Secretaria de Educação e da Cultura e Turismo. Em Teresina, a partir do Projeto Anne Frank Presente, liderado pelo professor Randal Vieirae em São Bernardo do Campo, a partir do empenho da educadora Andrea Wolfsohn e parceria institucional com as escolas municipais. Em São Paulo contamos também com a parceria de Daniel Damasceno e o Instituto Goethe.

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