Anne Frank traz reflexões para juventude de Santos

“Deixe- me ser eu mesma, e então estarei satisfeita”, esta  é a frase, escrita em 11 de julho de 1944 por Anne Frank em seu diário, que inspira a exposição “Deixe-me Ser eu Mesmo” que começa no próximo dia 9 de setembro na Escola Estadual Bartolomeu Gusmão, em Santos, litoral sul de São Paulo.

Voltada ao público jovem do Ensino Médio, a mostra faz uma ligação entre o passado e  o presente, com painéis que retratam como a vida de uma pessoa pode mudar radicalmente por conta da intolerância e do preconceito. E inspira a reflexão e o questionamento sobre as diferenças e a busca da identidade própria: uma oportunidade para a juventude desenvolver o senso coletivo, onde ninguém precisa ser igual a ninguém.

Dividida em 2 partes, a exposição traz o ontem e o hoje e visa a construção de um amanhã melhor. Falando da história, a primeira parte tem como pano de fundo a vida de Anne Frank, sua família, as pessoas com as quais se relacionavam e o lugar onde viveram. O desenrolar dos fatos passa pela infância feliz e despreocupada de Anne em Frankfurt, segue com a mudança da família para Amsterdã, a Segunda Guerra Mundial, a chegada dos nazistas, a ocupação da Holanda, e a perseguição aos judeus.

Já a segunda parte, contemporânea, conta a história de seis jovens e como eles lidam, nos dias de hoje, com o preconceito, a discriminação e a exclusão, além de retratar como se relacionam em sociedade, com seus amigos, sempre valorizando a construção da identidade dos mesmos.

A grande questão dessa exposição é mostrar que Anne Frank viveu apenas até os 15 anos  de idade, porque não podia ser “ela mesma”, devido à época em que vivia e porque era judia. Nós, porém, vivemos em outra época e, mesmo assim, as pessoas ainda são discriminadas. Por meio de histórias pessoais de jovens no momento presente, os painéis mostram como uma simples pergunta sobre a identidade de alguém pode levar a um fenômeno tão complexo, como a discriminação.

Acompanham a exposição dois vídeos destes jovens nos quais eles falam de suas paixões, os problemas que enfrentam e como eles lidam com isso, ou seja, a postura que adotam quando se deparam com situações de discriminação e intolerância, ressaltando assim o “Deixe me ser eu mesmo”, frase escrita por Anne Frank em seu diário e que se faz presente também nos jovens de hoje.

E para que todo o trabalho com os jovens seja desenvolvido, professores receberam capacitações sobre o material utilizado na exposição, bem como desenvolveram com seus alunos, em sala de aula, atividades relacionadas aos temas abordados pela mostra. 

A metodologia,  desenvolvida pela Casa Anne Frank e aplicada há cerca de 20 anos também prevê a formação de jovens monitores, que guiarão os demais alunos na mostra.  A metodologia chamada de educação pelos pares, promove o envolvimento ativo dos jovens na exposição e faz com que os mesmos encorajem outros a se envolvem também.

Go Alemoa Go

As atividades promovidas na Escola Estadual Bartolomeu Gusmão fazem parte das ações promovidas pelo Go Alemoa Go, projeto de desenvolvimento social que acontece na comunidade Alemoa, em Santos.

Possibilitado a partir de uma parceria entre a Vopak e a WeConnect, o projeto é desenvolvido pelo Instituto Plataforma Brasil e atende crianças e jovens por meio de ações de esporte, cultura e lazer com base nas metodologias do Programa Educativo Anne Frank e do Cruyff Court Ermelino Matarazzo.

Exposição “Deixe-me Ser Eu Mesmo”
De 10 de setembro à 4 de outubro

Escola Estadual Bartolomeu Gusmão
Rua Itanhaém, 394 – Saboó. Santos/SP

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